sábado, 13 de dezembro de 2008

Frei Giribone

testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o messias”. Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o profeta?” Ele respondeu: “Não”. Perguntaram então: “Quem és afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” João declarou: “Eu sou a voz que clama no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’”, conforme disse o profeta Isaías. Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o messias, nem Elias, nem o profeta?” João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.
REFLEXÃO:

A vida das pessoas que querem fazer a vontade de Deus é um constante desafio. Quando nos abrimos ao Senhor enfrentamos grandes desafios porque nossos valores passam a não coincidir com a maioria das pessoas. Estamos indo para o terceiro domingo do Advento. Neste tempo litúrgico nos preparamos para a vinda do Senhor. A figura de João Batista nos faz rememorar a radicalidade do seguimento. Não podemos ser mais do que somos. Todos têm uma missão de transformar o mundo através do amor vivenciado dentro da comunidade.

“Eu sou a voz que clama no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’”.

A coerência de São João Batista nos impressiona muito. Percebemos a certeza que ele se dispõe a seguir o mandato do Senhor de ser um anunciador da Boa Nova. Isto lhe custará muito. A sua vida será tirada pelo anúncio da verdade.

Este momento em que nos preparamos para o Natal e para a vinda definitiva do Senhor, devemos fazer uma profunda avaliação de nossas vidas. Percebermos o quanto somos amados por Deus ao ponto de Ele nos apresentar um “Plano de Salvação” que vai de encontro as nossas fraquezas e limitações.

Esta nossa existência é uma peregrinação rumo ao eterno. Devemos com nossa própria vida anunciar a Boa Nova através do testemunho do que realmente cremos. O seguimento de Jesus Cristo não é uma ideologia. É a verdade final de nossas vidas. O caminho da verdade é bem mais duro inicialmente do que o da mentira. O homem vive em um constant e sofrimento porque não sabe qual é a direção que deve dar a seus afetos.

Vivemos numa guerra em relação à existência humana. Estamos nos tornando consumistas de nós mesmos pensando que chegaremos a algum lugar longe do que realmente dá sentido as nossas vidas. A falta de relacionamento com Deus deteriora a vida humana em suas raízes.

Somos convidados a termos a coragem de São João Batista de anunciarmos a verdade no meio da falsidade. Há muitos falsos profetas hoje que inventam religiões se dizendo cristãos para obterem mais lucro com a pobreza intelectual e afetiva das pessoas.

Devemos colaborar com o Senhor aplainando a realidade na aceitação dos valores evangélicos que solidificam a nossa vida. Não podemos nos perder. Não anunciamos a nós mesmos, mas o Senhor que vem.

“Fazei Senhor Jesus que tenhamos sempre coragem para sermos vossas testemunhas no mundo”.

Frei Giribone

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